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Polícia Federal investiga fraude com falsos pescadores em Diamante; presidente de colônia é suspeito de cobrar R$ 1 mil por cadastro

Durante as investigações, foram encontrados indícios de que o principal investigado, presidente de uma colônia de pescadores da região, estaria cadastrando pessoas que nunca exerceram atividade pesqueira como se fossem profissionais da pesca. Em troca, cobrava aproximadamente R$ 1 mil por pessoa, possibilitando que esses falsos beneficiários recebessem o seguro-defeso de forma fraudulenta.

30/07/2025 às 11h28
Por: Jornal Patoense
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Polícia Federal investiga fraude com falsos pescadores em Diamante; presidente de colônia é suspeito de cobrar R$ 1 mil por cadastro

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (30) a Operação Rede de Arrasto, com o objetivo de combater crimes de estelionato majorado, lavagem de dinheiro e associação criminosa no município de Diamante, no Sertão da Paraíba.

Segundo a PF, a investigação apura um esquema que teria causado prejuízos ao erário por meio da concessão irregular do seguro-defeso — benefício pago pelo Governo Federal a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para preservar o meio ambiente.

Nesta fase da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 16ª Vara Federal da Paraíba. As diligências aconteceram exclusivamente em Diamante, e diversos materiais foram apreendidos.

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Durante as investigações, foram encontrados indícios de que o principal investigado, presidente de uma colônia de pescadores da região, estaria cadastrando pessoas que nunca exerceram atividade pesqueira como se fossem profissionais da pesca. Em troca, cobrava aproximadamente R$ 1 mil por pessoa, possibilitando que esses falsos beneficiários recebessem o seguro-defeso de forma fraudulenta.

A conduta, segundo a PF, configura estelionato majorado, por envolver recursos públicos, além dos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A quantidade de pessoas envolvidas ainda está sendo apurada, e a Polícia Federal segue investigando possíveis ramificações do esquema.

Foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e computadores, que passarão por perícia. Caso confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por crimes cujas penas somadas ultrapassam 15 anos de reclusão.

O nome da operação — Rede de Arrasto — faz referência a uma técnica de pesca que captura tudo ao seu redor, simbolizando a forma indiscriminada com que o grupo cadastrava pessoas no sistema.

Até o momento, não houve prisões, mas a PF informou que novas fases da operação não estão descartadas.

Por Pabhlo Rhuan - Jornal Patoense

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