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Enfermeiras são demitidas de Prefeitura após posarem para foto durante atendimento a acidente que deixou uma pessoa morta

Prefeitura afirma que conduta contraria princípios éticos; profissionais contestam demissão e dizem que pacientes não foram expostos.

19/12/2025 às 14h50
Por: Jornal Patoense
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Duas servidoras da Prefeitura de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba, foram demitidas após posarem para uma foto enquanto prestavam atendimento médico a vítimas de um acidente de trânsito na terça-feira (16). O acidente envolveu uma moto e um carro, resultando em uma pessoa morta e outra ferida.

Segundo a diretora da Unidade de Saúde Dara Ribeiro, Simone Teixeira, as profissionais estavam locadas na unidade e se deslocaram ao local do acidente. Durante a espera pela chegada da Polícia Militar, as enfermeiras fizeram a pose para a fotografia.

A foto foi divulgada por outro servidor da prefeitura em um grupo de aplicativo de mensagens, sem consentimento das envolvidas, conforme informou o advogado das ex-servidoras, Flauberthy Almeida. Ele ressaltou que a imagem seria para “arquivos internos”.

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As demissões foram anunciadas na quarta-feira (17) pela Prefeitura de Jacaraú, que publicou nota nas redes sociais afirmando que “não compactua com a conduta que contraria os princípios da ética profissional, do respeito e do cuidado humanizado no serviço público”.

O advogado das profissionais disse que a foto “foi realizada sem exposição de pacientes e sem prejuízo ao atendimento” e criticou a demissão, alegando que não houve procedimento administrativo formal, contraditório ou ampla defesa. Ele informou que medidas jurídicas já estão sendo adotadas para “restabelecer a verdade dos fatos e resguardar os direitos das envolvidas”.

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) declarou, em nota divulgada nesta sexta-feira (19), que não recebeu comunicação oficial sobre o caso. O órgão afirmou que seria necessária a instauração de processo administrativo para apurar qualquer falha na assistência e que a demissão aplicada “não se mostra razoável, tampouco proporcional aos fatos apresentados”.

Por Jornal Patoense com g1 PB

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