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De suicídio a homicídio: perito detalha análise de imagens que mudou rumo de investigação em Itaporanga

Em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, perito explica análise de câmeras e vestígios que fundamentaram o inquérito

31/12/2025 às 09h24
Por: Jornal Patoense
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Foto: Reprodução / Jornal Patoense
Foto: Reprodução / Jornal Patoense

O que inicialmente foi tratado como um possível caso de autoextermínio em Itaporanga, no Sertão da Paraíba, passou a ser investigado como homicídio após o trabalho técnico da perícia criminal. A mudança no entendimento ocorreu após análise detalhada de vestígios e de imagens de câmeras de segurança, que alteraram o rumo das investigações sobre a morte de Almir Pereira Cabral, de 46 anos.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Pabhlo Rhuan, o perito criminal oficial Germano Damascena explicou os elementos técnicos que fundamentaram a nova conclusão. O fato ocorreu na noite de 19 de outubro de 2025, no interior de uma panificadora localizada no Centro da cidade. Inicialmente, a companheira da vítima afirmou que Almir teria tirado a própria vida, versão que não se sustentou diante das provas técnicas.

Segundo o perito, o ponto decisivo foi a análise das imagens do circuito interno do estabelecimento. Embora o momento exato do golpe não apareça de forma direta, a dinâmica registrada foi considerada determinante. As gravações mostram um movimento brusco de braço, de cima para baixo, dentro da sala onde a vítima foi encontrada, compatível com a posição ocupada pela suspeita naquele momento.

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Ainda conforme Germano Damascena, a sequência das imagens reforça a tese de homicídio. Almir entra no cômodo e, logo depois, a companheira também entra. Após o movimento identificado pela perícia, a vítima não volta a ser vista saindo do ambiente, enquanto a mulher aparece entrando e saindo diversas vezes.

Além das imagens, vestígios no local indicaram sinais de luta corporal, contradizendo a versão inicial. A lesão por arma branca atingiu região vital, provocando rápida perda de sangue e impossibilitando qualquer socorro.

O delegado Ilamilto Simplício, da 17ª Seccional da Polícia Civil, confirmou que as contradições entre o depoimento inicial e os laudos técnicos resultaram no indiciamento da companheira da vítima por homicídio, conforme o artigo 121 do Código Penal. O caso foi encaminhado ao Judiciário para as medidas cabíveis.

Por Pabhlo Rhuan - Jornal Patoense

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