
Debaixo do sol forte e em meio à poeira da obra, uma cena chama a atenção de quem passa: lado a lado, marido e mulher dividem o peso do trabalho e da vida. Aos 42 anos, Edivana é servente de pedreiro e ajuda o esposo, Maurício, de 45 anos, em serviços de construção civil. Mais do que uma ajudante, ela é símbolo de resistência, parceria e força feminina.
O casal trabalha junto sempre que surge oportunidade. Maurício é pedreiro e conta que a história começou de forma simples, ainda no sítio, onde Edivana sempre esteve acostumada ao trabalho pesado. “Ela nunca correu do serviço. Sempre teve força de vontade e quis estar comigo na luta”, resume.
Na obra, Edivana faz de tudo: peneira areia, prepara e carrega massa, transporta brita e sobe escadas sem hesitar. “Sempre gostei de trabalhar. Faço tudo o que precisa ser feito”, diz, com naturalidade, enquanto segue a rotina.
A dedicação da servente chama a atenção e vira exemplo. Para o proprietário da residência em reforma, Petrônio, a presença de Edivana representa mais que mão de obra. “É uma satisfação ver uma mulher ocupando esse espaço. Mostra que não existe barreira para elas, nem mesmo no trabalho mais braçal”, afirma.
Em cada pá de areia e em cada parede erguida, Edivana mostra que a força da mulher também constrói — casas, histórias e novos caminhos.
Por Pabhlo Rhuan - Jornal Patoense
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