
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3/1) que o país passará a administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Em coletiva em Mar-a-Lago, o republicano ressaltou que controlará as reservas de petróleo venezuelanas. A declaração ocorreu após um ataque militar ao território vizinho.
“Sob minha direção, os EUA conduziram uma operação extraordinária. O poder militar por terra e mar foi usado para um ataque espetacular. Toda a capacidade militar venezuelana ficou sem poder”, declarou. Trump justificou a permanência no país associando a intervenção à exploração de recursos: “Vamos administrar o país até uma transição apropriada. Conseguimos apreender o petróleo para trazer ao solo americano porque eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo”.
Questionado sobre o futuro governo, Trump disse que o país será gerido “por um grupo”, mas descartou a opositora María Corina Machado. “Para ela seria difícil ser a líder porque não tem o respeito de todo o país”, afirmou. Maduro foi capturado e está sendo levado a bordo do USS Iwo Jima para Nova York, onde será julgado por "narcoterrorismo". Pouco antes, foi divulgada uma foto do líder chavista algemado e vendado.
Tensões na região A ofensiva militar ocorre sob o pretexto de combater o tráfico de drogas e o Cartel de los Soles. A Embaixada dos EUA em Bogotá pediu que cidadãos americanos evitem as fronteiras da Venezuela com Brasil, Colômbia e Guiana.

Lula condena ação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a operação: “Os bombardeios e a captura ultrapassam uma linha inaceitável. Representam uma afronta gravíssima à soberania e um precedente perigoso”. O governo brasileiro realizou reunião de emergência no Itamaraty. Segundo o ministro da Defesa, José Mucio, a fronteira do Brasil segue aberta e monitorada. Uma segunda reunião com Lula está prevista para este sábado.

Por Pabhlo Rhuan - Jornal Patoense
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