
A Polícia Civil da Paraíba segue investigando as circunstâncias do incêndio que atingiu uma residência no bairro Santa Clara, em Patos, no último dia 31 de maio, e que já resultou na morte de duas pessoas da mesma família: Maria Faustino Lucena, de 58 anos, e sua filha, a professora Kelly Keltylly Faustino Lucena, de 33 anos. O neto de Maria, um bebê de 1 ano e 7 meses, segue internado em estado grave.
De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, responsável pelo caso, a investigação ainda está em andamento e novas imagens, entregues por familiares, devem contribuir para a reconstituição do ocorrido.
"Estamos ainda na fase investigativa. A gente não tem como precisar exatamente como se deram os fatos, porque estão em análise", afirmou o delegado em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan.
As imagens de câmeras de segurança, que começaram a circular nas redes sociais, mostram o momento em que Kelly aparece segurando uma vela e se aproximando de um sofá. Poucos segundos depois, as chamas se alastram rapidamente pelo ambiente. A suspeita é de que havia álcool ou outro material inflamável no local.
A Polícia Civil também analisa conversas atribuídas a Kelly com o companheiro, em que ela teria ameaçado incendiar a casa após uma discussão. Uma das mensagens diz: “Se você voltar, eu taco fogo em tudo.”
“A gente vai aprofundar essas investigações através da utilização dessas imagens que foram fornecidas, depoimento de testemunhas, para que a gente possa externar, devido a ser uma fatalidade, um caso que gera comoção, com o máximo de precisão, como se deu essa dinâmica desse incêndio", completou Claudinor.
A mãe de Kelly, Maria Faustino, tentou resgatar o neto no momento do incêndio e teve 40% do corpo queimado. Ela morreu no dia 5 de junho, após dias internada na UTI do Hospital de Trauma de Campina Grande.
Kelly teve queimaduras em cerca de 65% do corpo, principalmente no rosto, pescoço e vias respiratórias. Apesar de apresentar melhora e ter sido extubada, seu quadro clínico piorou nas últimas 48 horas antes do falecimento, registrado às 23h da última terça-feira (10), por falência múltipla dos órgãos.
O bebê permanece internado na UTI Pediátrica, entubado, com queimaduras em 25% do corpo e complicações respiratórias. Uma nova tentativa de extubação seria feita nesta quarta-feira (11).
"Tanto os familiares merecem saber, como a sociedade tem o direito de saber como aconteceu essa fatalidade aqui na nossa cidade", finalizou o delegado.
A professora Kelly era bastante conhecida em Patos. Ela atuava no Colégio Ágape (UNIFIP), era diretora do curso de idiomas CCAA e havia sido aprovada recentemente em um concurso público. A morte dela gerou grande comoção nas redes sociais, com homenagens de alunos, colegas de trabalho e familiares.
Por Jornal Patoense
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